Universal Totem Orchestra - Mathematical Mother (2016): Sou eu.


“O problema não é você, o problema sou eu”. Quem nunca terminou um relacionamento usando ou ouvindo essa frase?

Se você já a pronunciou, você já sabe da verdade. Agora, se você a ouviu e acreditou... Eu tenho más notícias para você: É mentira. O problema era você sim.

DEPOIS DO CHOQUE

Depois desse choque de realidade, vou falar do Universal Totem Orchestra. O grupo italiano lançou em 2016 o seu terceiro álbum, o Mathematical Mother, após um intervalo de uns 8 anos desde o último trampo.

E já que você sobreviveu ao primeiro choque de realidade e chegou até aqui, vamos para o segundo choque... Mathematical Mother é muito provavelmente o álbum mais prog que já passou por esse renomado blog.

Consultando a escala Richter do prog, esse álbum atingiu 8 pontos. Um nível catastrófico de progressividade.
Qual o seu nível de prog?

Por isso, se quiser encarar Universal Totem Orchestra, prepare-se psicologicamente.
O conjunto preserva muitas características marcantes do rock progressivo italiano (não confunda essa definição com o fato de eles serem uma banda italiana de rock progressivo, são coisas diferentes e não necessariamente equivalentes).

Só que os pizzas vão um pouco mais além...
“O UTO flerta com escalas árabes, góticas, gregorianas... Os elementos do rock progressivo italiano são dominantes, mas não únicos. E o vocal de Ana Torres Fraile sustenta essa complexidade com uma delicadeza inimaginável.”
Até o idioma é algo que muda, hora em italiano, hora em inglês. O conjunto usa as diferentes melodias idiomáticas como uma ferramenta sonora.
A musicalidade acima de tudo: Assim reza a cartilha do prog escrita pelo Magma, e assim é o baile aqui.

PARA POUCOS

É inquestionável a qualidade do UTO. Suas nuances sonoras, quebras, reviravoltas... Tudo muito bem encaixado e elaborado.
Sim, Mathematical Mother é um álbum grandioso e ambicioso.

Não foi por acaso que recebi indicações do Diego (Progshine) e do Gustavo (Blog do Gusta), para que eu o ouvisse.
Além disso, em sites como o Rateyourmusic e Prog Archives, as notas dos usuários são altíssimas.

Mathematical Mother é ótimo, mas é para poucos. E eu não sou um desses poucos. Tive muita dificuldade em digerir todo o trabalho, por vezes o achei muito cansativo com suas longas canções.
Então, apesar de reconhecer a qualidade dos caras, tenho que ser sincero com meu gosto pessoal: Não desceu. Não rolou.

Universal Totem Orchestra, não leve para o lado pessoal. O problema não é você, sou eu. E dessa vez é verdade.

Puoi essere quello che ora già sei!

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FICHA TÉCNICA:
Artista: Universal Totem Orchestra
Ano: 2016
Álbum: Mathematical Mother
Gênero: Rock Progressivo
País: Itália
Integrantes: Ana Torres Fraile (vocal), Antonio Fedeli (saxofone), Daniele Valle (guitarra), Fabrzio Mattuzzi (teclado), Uto Giorgio Golin (bateria), Yanik Lorenzo Andreatta (baixo).

MÚSICAS:
1 - Terra cava
2 - Codice Y16
3 - Elogio del dubbio
4 - Architettura dell'acqua
5 - Città infinite
6 - Mare verticale



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Sobre o Rock em Balboa

Depois de anos de estudo e dedicação à engenharia, percebi que era tudo um grande pé no saco. Joguei as coisas pro ar e fui para a ilha de Balboa (pode procurar no Google, ela existe!). Agora fico deitado na rede e ouço rock o dia todo.

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